domingo, janeiro 14, 2007

PODCAST

PROZAC PODCAST 13/01/2007
(Pode ser ouvido na página de download, com gastos mínimos;)

2007 começa muito bem...

GRUFF RHYS- CANDYLION (ROUGH TRADE; 2007)
Este é o segundo álbum a solo de Gruff Rhys vocalista dos grandes Super Furry Animals. Poucos o fazem assim, por trás da simplicidade pop há arranjos complexos, tempos que aparentemente não batem certo mas que, para nós, só fazem sentido desta forma, de outra seria apenas um álbum pop. Uma experiência psicadélica que abre novas portas a cada audição. Um must!

the STUDIO- WEST COAST (INFORMATION; 2006)
Prins Thomas é considerado por muitos o produtor de 2006. Lindstrom se não é um génio é pelo menos visionário, transformando e polindo o Disco, de uma forma pessoal, sem excessos que faz sorrir em pistas de dança de todo o mundo. Se o objectivo de um músico popular é fazer as pessoas felizes, Lindstrom é dos homens mais realizados à face da terra. Ambos consideram West Coast um highlight de 2006, o suficiente para despertar a nossa curiosidade. O tom é baleárico, por vezes próximo do que Todd Terje fez com Camiño Del Sol dos Antenna; krautrock de NEU!, Can e Alan Parsons Project (obrigado, obrigado Sr. Ming por mostrarem Mammagamma...) e salpicos cósmicos! Muito do que procuramos na música para dançar está aqui. Sorrisos.

OF MONTREAL- HISSING FAUNA, ARE YOU THE DESTROYER? (POLYVINYL; 2007)
Não liguem à ordem pela qual estou a escrever, gosto de todos estes discos, uso-os em diferentes estados de espírito, aliás ando tão entusiasmado com isto que só me apetece pular pela casa:)
Este é outro tremendo. Os of Montreal são quase uma "one man band" David Barnes is the man! O anterior Sunlandic Twins é um grande disco pop, embora um pouco no trilho dos Talking Heads. Este descola daí, há um interesse tremendo em batidas para dançar, as batidas que só se conseguem em bandas indie, demasiado despreocupadas, não parecem estudadas, isso é que as torna únicas, a felicidade reunida em temas pop para pular a cantarolar, lindo. Por vezes apetecia-me secar alguns temas e tirar dali o excesso de guitarras e isso aparece, por exemplo, em Grolandic Edit, um grande tema num álbum enorme.
A felicidade que falo é a mesma de ouvirmos a remix de Blake Miller dos Moving Units para os Portugal, The Man ou a dos Teenagers para os Black Ghosts, imperfeitas para serem música de dança séria, mas muito eficazes no que respeita a dançar sem parar. O MQ3 sabe disso, é por estas que não me consigo dividir entre o indie e a música de dança séria, também não quero...
Depois escrevo mais, agora já chega... há + para ouvir ali em cima;)
JP




5 comentários:

Paulo disse...

já está, o prozac já faz parte da minha lista de blogs.

cumprimentos

prozac disse...

obrigado;)
JP

Strumer disse...

optimas sugestões..;)

cumprimentos

Anónimo disse...

O lindstorm é um génio. O álbum dele é uma das melhores celebrações e homenagens ao disco de 80, que já vi. Mas também ainda não vi muita coisa, não é. Parabéns pelo blog, guardem-me uma mesa, que vou voltar. Já agora o destaque da pitchfork, a sueca Sally Shapiro, também é muito interessante para quem gosta de Italo Disco.

prozac disse...

thanx strumer!
astropastor já ouvi sally shapiro e não gostei, achei demasiado eurodisco, mas há boas aproximações ao eurodisco, ouve o que justus kohncke fez com overhead, aí bate de outra maneira;)
JP