sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Rise And Set, Sunburned Hand


Mixtape situada ao nascer ou pôr do sol, à escolha :)
As pessoas não são necessariamente bonitas mas estão felizes, com sorrisos tudo parece melhor.
Há pianos, palmas, vozes, House, Chicago, Detroit e Nova Iorque..
Have a pleasant flight ;)

PROZAC_MIX_29_TELE_VISIONS (ZShare)

Playlist:
>cage & aviary- television train [dfa]
>franz ferdinand- ulysses (beyond the wizard`s sleeve rmx) [domino]
>moon unit- connections (ewan pearson dub) [supersoul]
>tommy walker- sure as [dissident]
>street corner symphony- memories of afrodite (chicken lips rmx) [street corner symphony]
>the detroit experiment- think twice (henrik schwarz rmx) [juno]
>dwight trash- i love new york [better days]
>joy flemming- the final thing [atlantic]
>jaz- tidal bump (jaz edit) [libre ambiance]
>actress- ivy may gilpin [werk]
>andrew bird- master sigh [bellacd]

JP*

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Zomby

ACTRESS- HAZYVILLE (Werk, 2008)
Disco incatalogável, composição sublime pela mão de Darren Cunningham, ele próprio dono da Werk.
São criaturas vindas dos cantos inexplorados da noite, cortes, sujidade, House de Detroit e Techno Ambiente, as alternâncias certas (só são certas depois do disco estar mapeado), groove quase R n`B ou Funky.
O que interessa é a transmissão de calma, bem estar e o prazer de viajar sóbrio, que pode tornar- se um caso sério de hype individual, construído na cabeça!
A meio lembramos Twin Peaks, levitamos e no fim voltamos a carregar no play...
Mind Blowing!

DJ SPRINKLES- MIDTOWN 120 BLUES (Mule, 2008)
Este álbum esconde uma tremenda densidade psicológica, conflitos e frustrações.
Vou transcrever parte da letra de Midtown 120 Intro, que poderá dar uma pequena ideia :/
"House isn`t so much a sound is a situation...The House Nation likes to pretend clubs are an oasis from suffering, but suffering is in here with us... the majority of music at every club was major label vocal shit... The contexts from which Deep House sound emerged are forgotten: sexual and gender crisis, transgendered sex work, black market hormones, drug and alcohol addiction, loneliness, racism, HIV, ACT- UP, police brutality, underpayment, unemployment and censorship- all at 120 BPM.
These are the Midtown 120 Blues."
Demasiados conceitos, muitos fora do meu alcance num post de blog :/
No entanto devemos estar atentos aos significados, claramente a identidade de género perturba a/o Terre Thaemlitz, ou seja, a forma como uma pessoa se sente em relação à sua genética, que é a face exterior que os outros vêem e que nada tem a ver com a orientação sexual. Os "transgender" podem identificar- se como heterosexuais, homosexuais, bisexuais, polisexuais ou asexuais. Na prática redutora tudo isto poderá ser erroneamente confundido, surgindo daí graves preconceitos.
Este disco retrata as várias faces que se escondem na noite, nem sempre a noite de evasão, bonita e alegre. Por isso podemos escolher a capa que queremos para o nosso disco!
Madonna Free Zone lembra- me Welcome Aboard de Mother (F), tema tão inacreditável como caro :( Ouvi- o vezes sem conta cortesia Major Eléctrico!
É pena por vezes não pararmos para pensar, ouvimos o que nos dão, vindo sabe- se lá de onde, muitas vezes sem história ou afecto, é isso que queremos?
Arrasador.

JP

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Dreamers

Pop brilhante. Luz em 2009!

ANIMAL COLLECTIVE- MERRIWEATHER POST PAVILION (Domino, 2009)
Conter impulsos. Ouvir clips de som em loop, como soam ao picar? Comprar o disco, esperar que chegue, olhar para a envolvente: caixa de cartão cuidada, efeito vsual tridimensional (impossível de perceber nas fotos), folhas, grãos de trigo, verde? Roxo?. Abrimos cuidadosamente a caixa, há outra no interior com efeito lisérgico multicolor, alguém nada, admiramos, tentamos perceber se a imagem tem algum significante, arranjamos o nosso significado e pomos o álbum a tocar, saboreamos sem pressa.
Todo o mistério e apelo da caixa é desvendado com algumas audições. Canções pop, procurando novas formas de a fazer, mantendo o fio que nos põe alegres e a cantarolar temas sucessivos, assim belos até ao fim!
Não é que seja mais fácil ou difícil que os outros, é uma banda em renovação, na sua identidade à procura de mutações e da canção perfeita.
Quando relembrarmos esta década os AC vão estar entre os grandes, ou mesmo no grupo dos gigantes.
Tão essencial como perfeito!

ANDREW BIRD- NOBLE BEAST/ USELESS CREATURES (Fat Possum, 2009)
Bird parece ser um homem simples, vive numa quinta, cria animais e faz música para lavar almas.
Ouvem- se palmas, tambores, guitarra acústica, arranjos de violino e electrónica. O assobio marca transições que arrepiam na espinha, a voz é calorosa e o humor negro...
Há pessoas que conseguem transformar temas/ assuntos complexos em coisas aparentemente simples, embora saibamos sempre que a pessoa sabe tudo muito profundamente, essa clareza é apenas a sua forma (inteligente) de estar no mundo. Andrew Bird é uma dessas pessoas.
Useless Creatures são mais 51 minutos de sonho. Temas instrumentais, livres, carregados de surpresas e altamente sensuais, abordando várias linguagens folk, drone ou jazz.
Isto é música vinda dos céus para nos iluminar, revigorar e mostrar que a vida pode ser simples e bela! Assim grande!

JP*

sábado, fevereiro 14, 2009

Belle De Nature


> Novamente Pedro Lourenço a tinta e papel, sempre fantástico!

"Malucos são os outros"

PROZAC_MIX_28_A_SECRET_LIFE (ZShare)

Playlist:
>brian eno/david byrne- regiment [e.g]
>edip akbayram- darildim darildim- lovefingers
>gala drop- ubongo [gala drop]
>slight delay- dirty fingers [rong]
>dennis wilson- dreamer [legacy]
>ginno soccio- so lonely [rfc]
>the alps- cloud one [type]
>hush arbors- follow closely [ecstatic peace]
>karl hector + the malcouns- followed path [stones throw]
>elmore judd- groove killer [honest jon`s]
>dj sprinkles- brenda`s $ 20 dilemma [mule]
>john zorn- l`air & les songes [tzadik]
>john zorn- shalom sholem [tzadik]
>the alps- a manhã na praia [type]
>helios- hope valley hill [type]

JP

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Meeting

John Xela e Stefan Lewandowski conheceram- se numa loja de discos, partilharam conceitos, ideias e ideais. Passaram música juntos. Sedimentaram tudo. Criaram a Type.

THE ALPS- III (Type, 2008)
Estamos no deserto, estão 48ºC, corre um brisa escaldante, não temos água e a desidratação atinge proporções perigosas... começamos a alucinar. Alucinações visuais- um oásis belo, cheio de palmeiras e água corrente, fresca... vemos, estamos a tomar banho, nadamos nús e das palmeiras saem belas princesas que se juntam no lago, nadam em círculos à nossa volta riem, não nos tocam, tampouco conseguimos tocar- lhes, rimos também... somos felizes e aquele é o lugar onde queremos viver.
Álbum absolutamente magistral, inacreditávelmente belo. Construído apartir de guitarra e piano. "A Manhã Na Praia" é um título delicioso...
Drone e psicadelia, arrumam a prateleira, mas apenas isso.

HELIOS- CAESURA (Type, 2008)
Aqui a exploração é feita à volta de sonoridades electrónicas, ambientes, paisagens e aeroportos. Por cima correm melodias e arranjos acústicos.
Na capa olhamos de uma janela, vemos gelo e rochas. À esquerda há uma figura, será um homem? Um monstro? Apenas uma ilusão? Ao fundo há uma casa, vê- se fumo. Imaginamos o conforto que deve estar perto daquela lareira. Somos abraçados pelo ambiente acolhedor e confortável.
Esta música torna- nos viajantes de quarto, sonhadores e com sorte, mais criativos...
Perfeição!

JP*

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

5th Dimension

MILES DAVIS- A TRIBUTE TO JACK JOHNSON (Columbia/Legacy, 1970)
Miles Davis pertence ao pequeno grupo de músicos aos quais podemos apelidar de génios.
Jack Johnson foi o primeiro campeão Afro- Americano da categoria pesos- pesados.
Como fã e praticante de boxe, Davis sabe perfeitamente que o boxe se joga com os pés. A pancada é importante, mas esta não é nada se não existirem pés hábeis, que permitam ainda uma boa rotação das cinturas (pélvica e escapular) para todo o peso do corpo ser sentido e projectado no breve e devastador murro.
Ao ouvir este álbum sentimos os pés a mover naturalmente. Davis ensina a jogar boxe apenas com recurso ao aparelho auditivo, toda a energia da música é descarregada nos pés- e que leves, que bem que mexem...
Miles Davis já tinha traçado o caminho do Jazz- Rock em "In A Silent Way" e "Bitches Brew", contudo aqui é o Rock que predomina em duas peças com mais de 25 minutos cada!
Veja- se ainda o alinhamento: Miles Davis- Trompete; Steve Grossman- Saxofone Soprano; Herbie Hancock- Orgão; John McLaughlin- Guitarra Eléctrica; Michael Henderson- Baixo Eléctrico; Billy Cobham- Bateria.
Incrível!

ALBERT AYLER- MUSIC IS THE HEALING FORCE OF THE UNIVERSE (Impulse, 1969)
A caixa é um caso à parte :)
"Music Is The Healing Force", além de verdade absoluta é construído apartir da secção rítmica: Bobby Few no Piano; Stafford James e James Folwell no Baixo e Muhammad Ali na Bateria. Mary Parks- namorada de Ayler, canta! Canta com emoção (leia- se vibração) que acompanha o inconfundível vibrato de Ayler, que não é fácil, mas sabe bem...
"Drudgery" é o tema Blues- Assombroso que fecha alegremente este disco.
Infelizmente, um ano depois Ayler teria um final trágico...

Obrigado Rui! De outra forma não compraria estes discos...

JP

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Too High

ARCHIE SHEPP- ATTICA BLUES (Impulse, 1972)
Em 1971 foi fechada a prisão de Attica, após massacre a 43 prisioneiros. Actualmente a história repete- se, politica e socialmente.
Do ponto de vista musical, como forma de protesto, expressão ou apenas opinião- Shepp fez um álbum de Blues, Swing, Soul e Funk com toque Jazz refinado e subtil com Soprano nasalado, que se torna característico com múltiplas audições.
Podemos obter pontos de ligação com Isaac Hayes, Stevie Wonder, Gil Scott Heron ou Shuggie Ottis... Acima de tudo gente com valores bem estruturados, pensadores criticos, sem medo de pressões ou retaliações. Pensavam, não fugiam.

STEVIE WONDER- INNERVISIONS (Motown, 1973)
Dinamismos à parte. A capa. Stevie Wonder aparece numa aparente janela, com visão cónica, para o céu, sobre montanhas e florestas. Como cego Wonder, vira- se para dentro apurando a crítica e consciência políticas, com abordagem espiritual.
Dos álbuns de Stevie Wonder que ouvi com atenção até à data, este é globalmente o mais coerente e consistente, onde o groove funk, jams e melodia encontram o equilíbrio perfeito.
Na abertura "Too High" é um verdadeiro épico e "Hey Misstra Know- It- All" é para Tricky Dick, aka Richard Milhouse Nixon, fazendo títulos de jornais, pelas razões que podemos rever em Frost- Nixon.
Genial.

JP

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Dubble Dong


> ilustração de Pedro Lourenço, a tinta e papel. "Blues Control" (também banda que o meu amigo Rui Silva me mostrou há pouco tempo) é o seu primeiro livro.

Se respirarmos lentamente, se não suspirarmos, podemos controlar praticamente tudo o que causa ansiedade, o que inclui a "pressa"...
Mas, podemos ainda apreciar música lenta, sem clímax óbvio, mas com vários, que vamos criando. Só assim, no ar, com pormenores onde tudo acontece... se respirarmos lentamente...
Todos os temas nesta mixtape fazem parte de algo maior...

PROZAC_MIX_27_LOVE_AND_LET_LIVE (ZShare)

Playlist:
>the ba benzele pygmies- the song of rejoicing after returning from a hunt [rounder]
>theo parrish- love triumphant [bmi]
>reggie dokes- black children of the ghetto [philpot]
>omar- s- leave luck to heaven [fxhe]
>quasimode- the land of freedom (slope rmx) [sonar kollectiv]
>f.s.k meets anthony shake- swing to bop [disko b]
>street corner symphony- the fifth symphony (harvey`s moist mix) [street corner symphony]
>wild rumpus & beardy- rock the joint (reverso 68 rmx) [bitches brew]
>greg kihn band- jeopardy [wea]
>zsa zsa laboum- something scary [kaos]
>neil young- don`t let it bring you down [reprise]

JP*

domingo, janeiro 25, 2009

A Manhã Na Praia

TOWNES VAN ZANDT- OUR MOTHER THE MOUNTAIN (Tomato, 1969)
"The poets are demanding their pay, they`ve left me with nothin` to say"
Van Zandt, nasceu no Texas, o seu pai era um homem do petróleo, consta que bem abastado, projectava no filho a imagem de advogado ou político, talvez até governador do Texas! Rapidamente as expectativas familiares foram desfeitas. Townes tornara- se um escritor, exorcizava os sentimentos mais íntimos e pensamentos assombrados... A música veio como veículo emocional, inspirando- se em Hank Williams, Bob Dylan e Lightnin` Hopkins.
"Although the songs resonated with the times, they were still not of the times. Townes Van Zandt was part of no movement besides his own."
Arrepiante!

NEIL YOUNG- HARVEST (Reprise, 1972)
Harvest é talvez o álbum mais popular de Neil Young. Há temas acústicos, eléctricos e 2 canções com a "London Symphony Orchestra". Há também canções de amor, necessidade de ser amado e dependência de drogas. "Heart Of Gold" é hino que Young deixou de tocar ao vivo para não se cansar :)
Neil Young é enorme.
Admiração e respeito.

Podcast de sábado emitido na RVR das 20 às 21h.
Destaque a Shawn Lee. Kelley Polar, Simon Bookish, Neil Young, Animal Collective, Sly & The Family Stone... Tudo temas que fazem parte de álbuns que gostamos!
A playlist é dita:

PROZAC_PODCAST_24_1_2009 (ZShare)

(o programa é ripado da emissão on- line, perdendo qualidade de som. Pedimos desculpa.)

JP

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Kan Jeg Slippe?

Ubiquity, como editora é um caso paradigmático de construção a partir do amor/ atitude.
Em 1990 os DJs Jody e Michael McFadin fundaram, arriscando todas as suas pupanças, uma loja de música chamada Groove Merchant, que rapidamente ganhou reputação pela qualidade e raridade da selecção musical. A noção de raridade era então valorizada e respeitada, basta pensar na razão de haver pedras mais preciosas que outras, não sendo aquelas necessariamente as mais bonitas...
Posteriormente e com necessidade de alargar a distribuição surge o nome "Ubiquity", com o objectivo de ubiquidade/ omnipresença. Paradoxo, se pensarmos que os fundadores valorizam a raridade, algo que é raro não pode ser ubiquitário ou ter distribuição alargada :/
"The Ubiquity formula is simple, we put out the music that we love"

UNDER THE SUN- ORIGINAL MOTION PICTURE SOUNDTRACK feat. SHAWN LEE (Ubiquity, 2008)
Under The Sun, é um documentário sobre duas culturas na costa Este Australiana. A "Gold Coast" é casa da "Superbank", ou seja a onda mais perfeita do planeta, portanto (raridade) tem a maior concentração de surfistas profissionais. Mas, se andarmos cerca de 1h para sul, encontramos "Byron Bay", território de surfistas "free".
Para os observadores a distinção é clara, mas para quem vive aquele dia- a- dia os conflitos são marcados e envolvem muito, muito dinheiro- "why can`t we live together?".
Shawn Lee é intocável e na editora faz o que lhe apetece, quase sempre com perfeição imaculada, bebendo em raízes funk, swing, jazz e bop. Ao todo 28 músicas, tema título cantado e 27 instrumentais. Groovy!
Se optarmos por comprar o CD temos ainda canções da Band Of Frequencies, AfroDizziAct e Low Pressure Sound System.
No fim ouvem- se ondas.
Perfeito. Perfeito.

SHAWN LEE`S PING PONG ORCHESTRA- MILES OF STYLES (Ubiquity, 2008)
Se virmos a capa do disco reparamos num avião que deixa um tracejado sobre um mapa do mundo- qual Indiana Jones :) Ao virar vemos uma mala!
Miles Of Styles é isso- uma viagem pela música do mundo. África, Brasil, Médio Oriente, Oriente, Balcãs, Europa Central, Oceania, América profunda, ao centro e a sul.
Shawn Lee mais uma vez irrepreensível na sua interpretação.
O mundo é maravilhoso!

JP*

domingo, janeiro 18, 2009

Rushing To Paradise

TANGERINE DREAM- PHAEDRA (Virgin, 1974)
Primeiro TD foram uma banda de rock convencional. Após a explosão experimental no final da década de 60 e com a formação assente em Edgar Froese, Chris Fanke e Peter Bauman, o som começou a ganhar um contorno inconfundível- longas sequências de sintetizadores, guitarras, orgão, flauta... "Phaedra" é um dos discos influentes que ilustra bem esta sonoridade. Longos temas, sugestão a filmes de ficção científica e verdadeiro suspense. Magnífico.

CABARET VOLTAIRE- MICRO PHONIES (Virgin, 1984)
Orientado por um brilhante texto de Baixa Fidelidade, um dos blogues portugueses que leio regularmente. Não persegue o próximo hit. Não se auto proclama o dono do conhecimento. Fala apenas de álbuns que compra, o que torna tudo mais carinhoso, pausado e moderado. Tem belos textos. Tudo valores que admiro.
CV rebentam- nos a cabeça com kick forte e baixo gordo, tudo reduzido a mínimo essencial, a música despida e crua. Editoras como a Wax Trax perseguiriam este som.
Começa a tomar forma uma sonoridade funk, polida posteriormente em "Code". Aqui ainda negrume, dub, industrial o que coloca este disco em "ponto rebuçado".

NEIL YOUNG- AFTER THE GOLD RUSH (Warner, 1970)
Um álbum situado na country/ folk e influenciado pelo trabalho recente com Crosby, Stills, Nash & Young. Essencialmente são canções de amor e perda. Verdadeiramente arrepiantes, exactamente assim como um "cold rush".
"Most of these songs were inspired by the Dean Stockwell- Herb Berman screenplay After the Goldrush".

+

Programa de rádio, com destaques a Merríweather Post Pavillion dos Animal Collective- bela colecção de canções de uma das bandas mais influentes da década e Red Rose Speedway dos Wings. Continuação do deslumbre por Carl Hector, Gala Drop e Koushik, entre outros...
Não se assustem com 10 seg de publicidade ao Stand Antuã ;)
A playlist é dita!

PROZAC_PODCAST_17_01_2009 (ZShare)

JP*

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Eye In The Sky


Todas as mixtapes que ME expôs são pura inspiração. Atirude, camadas sonoras, suspense e algo que aparece do fumo.
Moodyman na KDJ (Kenny Dixon Jr. aka Moodyman himself), torna tudo incrívelmente sensual, explicitamente sexual em groove improvável que percorre Det.Riot `67- atenção ao poster :)
Gatto Fritto colocam no mapa a Fritto Morto, num brilhante maxi. Hex é lento, cinzento, em falsetto. No lado B camadas de guitarra e sintetizadores, fazem uma empolgante viagem! Steve Reich :)
Gala Drop cada vez mais entranhados e Robert Wyatt tem a cargo um dos momentos vocais...

PROZAC_MIX_26_DREAM_SOFT (ZShare)

Playlist:
>tangerine dream- phaedra [virgin]
>gala drop- holy heads [gala drop]
>smith & mudd- the waiting [claremont 56]
>gatto fritto- beachy head [fritto morto]
>david bowie- station to station [emi]
>moodyman- freeki mutha f cker [kdj]
>the mob- witch hunt (jd twitch edit) [rvng]
>soft machine- moon in june [bmg]
>drrtyhaze- superhigh [tirk]

E

Damon & Naomi, ex- Galaxie 500. Concertos importantes para quem usa a música para levitação, leitura, instrospecção- nem que seja inconsequente em forma de sonhos pop. Também vale:)

Sexta, 16 Jan, 23h, na Galeria Zé Dos Bois, Lisboa
Sábado, 17 às 22h no Passos Manuel, Porto

JP*

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Raskólnikov

DAVID BOWIE- STATION TO STATION (1976, EMI)
Álbum elegante, polirítmico e complexo na estrutura das canções.
Station To Station é tema título, épico com mais de 10 minutos e 3 partes compostas em perfeição pop! Arrepiante!
Segue- se Golden Years, já usado em sets do mestre Greg Wilson- tem lá Disco e Funk ou reinvenção de Stevie Wonder. Word On A Wing, é pura emoção, transparente, lição de como mostrar emoção sem ser emo!
TVC15, Stay e Wild Is The Wind. Enfim, tudo brilhante, incrível... E ainda me faltam algumas pedras chave, o que é bom :)
"The return of the The Thin White Duke throwing darts in lovers eyes"

SOFT MACHINE- THIRD (1970, Sony)
Primeiro Soul e Jazz, depois Rock, Jazz e muito, muito ácido, depois Jazz! Entretanto, inúmeras alterações da formação base, acabando a banda sem nenhum elemento original.
Em "Third" era assim: Robert Wyatt- voz e bateria, Hugh Hopper- baixo, Mike Ratledge- piano e orgão, Nick Evans- trombone, Rab Spall- violino, Lyn Dobson- flauta e saxofone soprano, Elton Dean- saxofone alto, Jimmy Hastings- clarinete. Também para termos ideia do mundo de possibilidades...
Na edição original 3 peças sublimes de quase 20 minutos cada, ora jazz, ora rock, ora voo.
Há ainda versões "live" e imensas histórias, mas na prática este é um dos meus álbuns all- time.

PAUL McCARTNEY and WINGS- RED ROSE SPEEDWAY (1973, Parlophone)
Foi com o intuíto de formar uma "Tour Band", que Paul e a sua esposa Linda, formaram os Wings, juntando- se Denny Laine- antes nos Moody Blues e o baterista Denny Seiwell. Neste álbum já contavam com o guitarrista Henry McCullough, anteriormente na Grease Band.
Nem todos os álbuns dos Wings são consensuais. Este em particular seduz- me imenso, a começar na capa, sucedem- se pérolas pop- rock, nem sempre directas- são essas as melhores!
McCartney comigo, soma e segue :)

Estes álbuns aparecerão em podcasts ou mixtapes.

Ainda,
Uma banda que quer oferecer o seu trabalho. Mais, é bom!
Se a banda assim o deseja, nós apoiamos! O donativo é opcional.

FAUX PAS- WATERFALLS

JP*

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Waltz With Bashir

Caos Calmo, mais que tudo tempo de paragem, reflexão, preparação para um novo começo. Assim é interpretada por muitos a passagem do ano. Simbolismo!
09

Novos discos. Tudo orgânico, palpável, a cabeça bem longe daqui...

KARL HECTOR + THE MALCOUNS- SAHARA SWING (Stones Throw, 2008)
Mais que Funk ou África interessa- nos a capacidade de abstracção, juntar pessoas, pegar num ritmo, uma sequência e deixar fluir, com mestria numa jam absolutamente catártica!
Karl Hector havia aparecido nos Funk Pilots. Aqui fez- se acompanhar de Jay Whitefield (Poets Of Rhythm e Whitefield Brothers), Thomas Myland e Zdenko Curlinja, fundadores dos Malcouns + toda a malta que seja multiinstrumentista e que centre o swing nas ancas... Ah, no Sahara :)

KOUSHIK- OUT MY WINDOW (Stones Throw, 2008)
Como acima, mas pegando em Breaks ou Beats, num trabalho mais solitário de samples e finos arranjos, em linguagem que nos toca bem na alma e eriça cada pelo ao pulsar do baixo.
Podemos pensar em Four Tet, Manitoba ou Beach House, mas este Canadiano emigrou na última nave- sem regresso!

GALA DROP- GALA DROP (Gala Drop, 2008)

Não conheço nenhum destes músicos. "Melhor atitude de sempre, depois de ultrapassarmos a fase de deslumbre e vontade de ligação directa com aqueles que tornam melhores os nossos dias. Descobrirmos que vários deles não têm nada para nos dizer e é melhor ficar do lado de cá a interpretar as coisas boas que nos dão..."- ver sobre Omar- S e Detroit, aqui.
O trio: Tiago Miranda (Os Loosers, Dezperados, Slight Delay..) substituído entretanto por Guilherme Gonçalves, Nelson Gomes (antigo programador da ZDB, hoje Filho Único) e Afonso Simões (Fish & Sheep, Phoebus, Curia...).
Música de floresta negra onde Sun Ra, anjos, demónios e Francis Bebey se encontram. Tribalismo contido, sem histeria...esperar, esperar, esperar. É assim que se educam as pessoas!
De Lisboa para o Mundo- Incrível!

Flur, onde comprei e tirei muitas informações principalmente para Gala Drop.

Novo podcast emitido da RVR no último sábado (20- 21h). Moodyman, Stephen Malkmus, Map of Africa, Dan Sartaia, Karl Hector, Koushik, Roxy Music, Calexico, Paul Weller e Paul McCartney convivem afectuosamente. Gala Drop aparecerão em mixtapes.
Oiçam abaixo:

PROZAC_PODCAST_03_01_2009 (ZShare)

> playlist is our lovely voice ;)

JP*

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Special Disco Version


Nova mixtape para fechar 08.
Ritmos quentes com centro no desejo de calor tropical. Curtis Mayfield à cabeça apresenta alguns destaques, Uptown Funk Empire acertam em cheio nas cabeças Funk juntamente com Kinny e Soultwisters, Shawn Lee com a Orquestra Ping Pong fazem Nigéria- Brasil em menos de 10 minutos e Mudd & Smith tornam a Claremont 56 paragem obrigatória.

PROZAC_MIX_25_CURTIS (ZShare)

Playlist:
>curtis mayfield- other side of town
>uptown funk empire- i`m a manchild
>kinny feat nostalgia 77- enough said
>jazzanova- i can see feat. ben westbeech
>the soultwisters- clyde
>shawn lee`s ping pong orchestra- lagos calling
>city reverb- seventy three (senor cornu rmx)
>shawn lee`s ping pong orchestra- brazilian bubble
>nazan soray- hal hal (baris k edit)
>gill scott- heron/ brian jackson- the bottle
>al green- stand up
>smith & mudd- the delivery man
>prosumer & murat tepeli- serenity (soundstream rmx)
>holger czukay- cool in the pool

Ainda,
Sem ordenação, 12 álbuns comprados em 2008 pelos quais tenho particular afeição, a música e a envolvente material/ gráfica, são preponderantes e quase indissociáveis. A lista iria variar se a fizesse diariamente ao sabor do momento, ainda assim:
>BEACH HOUSE- DEVOTION, CD
>CALEXICO- CARRIED TO DUST, CD
>PAUL WELLER- 22 DREAMS, CD Special Ed.
>DEPARTMENT OF EAGLES- IN EAR PARK, CD
>WOOLFY VS PROJECTIONS- THE ASTRAL PROJECTIONS OF STARLIGHT, CD
>QUIET VILLAGE- SILENT MOVIE, LP
>SHAWN LEE`S PING PONG ORCHESTRA- MILES OF STYLES, LP
>STEPHEN MALKMUS & THE JICKS- REAL EMOTIONAL TRASH, CD
>JAMIE LIDELL- JIM, CD
>AVEY TARE- PULLHAIR RUBEYE, CD
>KING CREOSOTE- THEY FLOCK LIKE VULCANS TO SEE OLD JUPITER EYES ON HIS HOME CRATERS, CD
>SECRET MACHINES- SECRET MACHINES, CD

Desejo- vos tudo de bom,
JP

terça-feira, dezembro 23, 2008

DreiKlangsDimensionen

Não sou conhecedor de Jazz, nem quero passar a falsa ideia que até percebo alguma coisa. Não.
Se alguém que assuma conhecer quase nada de Jazz se sentir minimamente curioso, vale para mim todo o trabalho.
Vou apenas mencionar alguns discos que comprei recentemente, a maioria na flur, baseando- me apenas nas notas de autor, tudo o que disser além disso são puras barbaridades que jamais definirão a música destes génios.

Em Voodoo Funk, o autor faz viagens por África, a profunda, com gira discos portátil para angariar raridades, ouro bruto, que vê assim a luz do dia. Podemos ouvir algumas coisas em mixtape- assim o valor e a autencicidade mantêm- se intocáveis.

HERBIE HANCOCK- MWANDISHI (1971, Warner Bros.)
A carreira de Hancock é matéria para largos anos de estudo, várias fases- jazz, bebop, hard bop, free jazz, soul jazz, jazz funk, Disco.
Mwandishi significa "compositor" em Swahili, é também um apelido adoptado por Herbie, como álbum é livre e muito improvisado, com secção rítmica impressionante.
"Ostinato" é dedicada à activista política Angela Davis.
Nunca o deixarei muito longe...

JOHN COLTRANE- A LOVE SUPREME (1964, Impulse)
Segundo o próprio, foi um "acordar" espiritual em 1957 que permitiu uma vida rica, completa e mais produtiva. Coltrane dá graças a Deus por ter o previlégio de fazer os outros felizes através da música.
É considerado um clássico absoluto, um dos mais importantes e influentes discos de Jazz jamais feitos.
Joaquim Paulo, Português coleccionador compulsivo de Jazz em vinil, que editou recentemente o premiado Jazz Covers pela Taschen, considera este o seu disco favorito...

SUN RA AND HIS ARKESTRA- JAZZ BY SUN RA (1956, Delmark)
A edição que tenho é intutulada de Sun Song, mas penso que aquele é o título original.
Contudo Sun Song encaixa como uma luva, o álbum é facilmente belo apesar de extremamente complexo, não, não é paradoxal :)
Os rimos quentes aproximam- nos de África, lá podemos apanhar sol, vezes sem conta... Perfeito!

SUN RA AND HIS MYTH SCIENCE ARKESTRA- ANGELS AND DEMONS AT PLAY (1957, Saturn Research)
Álbum tribal, obscuro e místico até. São usados vários instrumentos de sopro, mas são as congas que criam a floresta densa...
"My point of view is the thought of a better, untried reality."



ANDREW HILL- POINT OF DEPARTURE (1964, Blue Note)

Ponto de partida para novos caminhos ainda em pleno séc. XXI e sem dúvida a cada audição. Pianista exímio e genial compositor, cria melodias reais mas tão labirínticas que um ouvido destreinado pensará ouvir sempre um novo disco- eu!
Contudo torna- se um prazer enorme, leva tempo... é bom, não sai.

DON CHERRY- COMPLETE COMMUNION (1965, Blue Note)
Este é o primeiro álbum de Don Cherry após sair do Ornette Coleman Quartet. Em frente, Cherry cria 2 faixas com 4 compoições cada gravadas num só take, cada elemento do grupo entrega- se a associações livres antes de engrenar numa nova composição, ou seja, um diálogo harmonioso, dançante e encantador.

JP

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Infusion


Gosto de discos, editoras, lojas de discos, alguns programas de rádio e mixtapes. Dão coerência, fidelidade, relação e consequentemente afecto à música e afectos são quase tudo o que temos...
Entre outras coisas alguns discos novos: Icasol a tender para o infinito com Idjut Boys na Claremont 56, Pallers da Suécia via Labrador e belas versões a acompanhar Humdrum. Na incontornável Bear Funk temos Lusty Zanzibar, com versão do patrão Steve Kotey, que live é muito bom! Ainda da Dumb Angel uma paixão em City Reverb- The Alternative Remix EP, aqui tudo é maravilhoso, tudo.
Chá quente é apenas sugestão,

PROZAC_MIX_24_HOT_TEA (ZShare)

Playlist:
>icasol- ongou (idjut boys rmx)
>pallers- hundrum (pallers delight version)
>city reverb- ghetto glamour (time & space machine rmx)
>jam- roy`s cat
>jimi tenor- outta space
>tokyo black star- black star (feat. rich medina)
>candido- thousand finger man (dj marky)
>lusty zanzibar- for my friends (original mix)
>vodka collins- automatic pilot
>pink floyd- flaming/ pow r. toc h.

Hope you enjoy,

JP*

terça-feira, dezembro 16, 2008

Yura Yura Teikoku

3 álbuns editados em 2008, música com alma, bebendo da mãe África.

BIGGABUSH presents 13 FACES OF LIGHTNING HEAD (Head Lion, 2008)
Glyn "Bigga" Bush leva- nos numa viagem hipnótica pelo Afrobeat, Funk, música etíope e Jazz.
Mas é na entrega que o álbum se destaca, aqui tudo parece vivido no Este africano, quando geograficamente foi no Sul de Inglaterra que tudo aconteceu.
No que respeita à poesia temos como convidados: Earl Zinger, Gilles Peterson, Candice Cannabis, Blanquito Man e Lariman Ojelade.
Fela Kuti estaria orgulhoso ;)

RHYTHM FUNK MASTERS- AFRO AMERICAN ARCTIC (P- Vine, 2008)
As coordenadas são fornecidas no título do disco. Banda finlandesa, com sonoridade afro no calor e americana na técnica. No que respeita ao calor, deve ter surgido a ideia de o produzir para suportar os longos meses de frio e escuridão nórdicos, evitando assim sauna seguida de banhos gélidos!
Surpreendente e muito, muito groovy!
Ouvi- o assim <

JAZZANOVA- OF ALL THE THINGS (Verve, 2008)

Novamente Gilles Peterson envolvido, desta vez na produção.
Veja- se alguns dos artistas convidados para este álbum (Leon Ware, Dwele, Phonte, Paul Randolph, Ben Westbeech e Jose James) e podemos ter uma ideia do quão multifacetado é.
Pessoalmente prefiro a 1ª parte, mais de amores com a soul e minúcia absoluta nos arranjos. É de facto um prazer enorme e com bons headphones... Oh my!

Ainda,
Movimentos à margem que nos trazem novo folgo à fusão.
Voltamos a lembrar Cabaret Voltaire do início ou Holger Czukay (lembrei- me deles apenas porque os tenho ouvido), através de Baris K de Istambul com edits incríveis e deliciosos originais, lembrando que o médio oriente não é só o que vemos na TV.
Slght Delay são Tiago & Alcides- Portugal, sim! Editaram pela magnífica Rong. Narco- Disco (Jadded ;) e perdição oriental no lado A. Harvey claro não se esconde, até porque Slight Delay e Sarcastic Disco partilham iniciais, coincidência?:>

JP*

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Peace Go With You, Brother

Alguns discos comprados na secção de clássicos da flur.
Como de costume as datas apresentadas são da edição original, com editora da reedição. Facilitanto a contextualização e a aquisição. Assim pretendo, pelo menos :)

GIL SCOTT- HERON/ BRIAN JACKSON- WINTER IN AMERICA (1973, Snap)
Obra- prima.
Perfeição de início ao fim. Toda a alma parece estar exposta mesmo ali. Entrega total na intervenção e revolução de mentalidades. A nossa contemplação ao som do piano e do baixo. Arrepiante! Entramos noutra dimensão- levitante da qual não queremos sair, sabendo de antemão que nunca nos afasteremos muito da porta.
Nada melhor do que algumas notas de autor: "...We approach winter, the most depressing period in the history of this industrial empire, with treats of oil shortages and energy crises. But we, as black people, have been a source of endless energy, endless beauty, and endless determination. I have many things to tell you about tomorrow`s love and light. We will see you in the spring...".

AL GREEN- CALL ME (1973, EMI)
Clássico absoluto da soul.
Sou fã incondicional de Al Green e devarinho vou juntando as peças. Neste álbum de Deus e amor... bem, podem confundir- se dependendo da fé. A voz suavemente inconfundível com arranjos simples mas brilhantes, proporcionam ao ouvinte uma cama de nuvens, a utilidade que lhe damos, é cá connosco :)
Inclui ainda duas covers, bem disfarçadas, de canções country. Uma delas I`m So Lonesome, How Could I Cry de Hank Williams e Funny How Time Slips Away de Willie Nelson.
"And perfection it remains"

JOHN CALE- PARIS 1919 (1973, Warner Bros.)
Após a 1ª Guerra Mundial foi assinado o Tratado de Versailhes, Paris, 28 de Julho de 1919. O tratado definia os termos de paz com as nações derrotadas, termos esses que a Alemanha não aceitou muito bem...
John Cale.
Muito antes de ter conhecido Lou Reed para os Velvet Underground, Cale já tinha larga experiência em música menos óbvia. Produziu também para os Stooges, Modern Lovers e Patti Smith.
Neste álbum há um equilíbrio perfeito entre experimentação e pop, sendo considerado um álbum "acessível". É, de facto, mas melhor- grandisamente belo!

PAUL McCARTNEY- McCARTNEY II (1979, MPL)

Gravado em casa, os microfones foram ligados directamente a uma tape machine de 16 entradas.
Rudimentar nos meios e na produção, magistral na audição.
Há aqui temas que percorrem caminhos obscuros da música psicadélica/ cósmica, provavelmente regados a psicotrópicos! Belos óculos que McCartney usa nas fotos internas ;)
Check my Machine!

A próxima salva será de Jazz: Andrew Hill, Don Cherry, Herbie Hancock, Sun Ra, John Coltrane... Wonderland e bom treino para ouvido!

Ainda o programa deste sábado, gravado directamente da emissão on- line da RVR.
Pode ouvir- se temas de álbuns aqui mencionados recentemente, entre outros que vão surgindo ao sabor do espírito.

PROZAC_PODCAST_13_12_2008 (ZShare)
(playlist is our voice)

Hope you enjoy,
JP*

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Come Into The World


O ex- consultor da UNESCO Francis Bebey dá as boas- vindas. As portas da floresta estão abertas para nos perdermos, de olhos fechados... não vale a pena abri- los, a floresta é demasiado densa...
Boom Clap Bachelors da Dinamarca via Rui Vargas, dão- nos beleza e alento para proseguir. Pelo caminho encontramos Robert Wyatt & Bertrand Burgalat que nos dão mais indicações. Mas cuidado há perigos à espreita. Serpentes e belas dançarinas movendo deliciosamente seus ventres, que sentimos apenas com a polpa dos dedos, confiar ou não é pura intuição. Se tudo correr pelo melhor chegaremos a all mighty Sun Ra, aí podemos abir os olhos- há luz!

PROZAC_MIX_23_FOREST (ZShare)

Playlist:
>francis bebey- forest nativity
>boom clap bachelors- combine
>guem- le serpent
>lightning head- afro spot
>kamuran akor- ikimir bir fidaniz (baris k edit)
>santana- shades of time
>robert wyatt & bertrand burgalat- this summer night (hot chip rmx)
>city reverb- city of lights (prins thomas rmx)
>maelstrom- valdresfjellet
>ann margaret- everybody needs somebody (prins thomas edit)
>phil manzanera- gone flying
>sun ra & his arkestra- sun song- brainville

JP