domingo, fevereiro 12, 2012

A Winged Victory For The Sullen

Esta banda nasce no backstage após um concerto dos Sparklehorse (saudades...) em Roma (saudades...). A amizade começou com comida e vinho italianos.
No estúdio surgiram as orquestrações e as linhas de piano.
Música subtil, levitante, diminui a gravidade e acompanha o fluxo de pensamento. Torna-se demasiado tocante/viciante (muitas vezes) quando passamos demasiado tempo sozinhos.
As suas influências são: "those who accept their roles as patron saints of wallpaper music in open obscurity".
Aqui uma amostra (o tema de abertura): http://www.youtube.com/watch?v=0dxS35gCbf0

JP

sábado, dezembro 17, 2011

The Man Who Sold The World

MICHAEL CHAPMAN - FULLY QUALIFIED SURVIVOR (re-edição)
Michael Chapman faz música há mais de 4 décadas. Quase o mesmo tempo passado no campo, numa quinta perto de Hadrian`s Wall. Nunca impedindo uma deslocação à cidade para um concerto e um copo. Actualmente, com 70 anos ainda o faz.
Além de magnifico guitarrista, Chapman tem uma voz segura e poderosa, fazendo lembrar Bowie em algumas ocasiões, mas para quem gosta de guitarra é nos interlúdios que se viaja!
Este álbum foi editado originalmente em 1970 pela Harvest/EMI. A re-edição da Light in the Attic facilita - através de uma cuidadosa remasterização - o gozo absoluto deste magnífico disco.

JP

sábado, dezembro 10, 2011

The Truth Is Out There

JIM SULLIVAN- U.F.O (Light in the Attic, re-edição)
Diz a história que Jim Sullivan era um homem muito supersticioso, acreditava que havia vida noutros sistemas para além do nosso, ficava horas a olhar para as estrelas com a sua mulher a imaginar "se apenas pudéssemos ir lá...". De resto passava o dia a tocar guitarra e a receber amigos em casa, havia grandes festas e rolava muita química. Enfim nada que o sonho Californiano não inclua.
Neste UFO o suporte é feito por malta ligada a Phil Spector. O álbum é uma pérola "acid/psych (whatever)", toca mesmo na alma (verdade).
Certo dia Jim Sullivan comprou uma garrafa de vodka, pegou no carro... o carro foi encontrado com as luzes ligadas, uma guitarra, várias K7s, cópias do seu segundo álbum, pápeis da segurança social e o seu casaco. Jim tinha desaparecido no deserto de New Mexico.
Tudo aqui é místico. UFO?

"There`s a highway
telling me to go where I can.
Such a long way,
I don`t know even where I am.
Such a long way...long long long way."

JP

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Cielo

A revoluções verdadeiras, profundas e duradoiras têm de vir "de dentro". Quando as convulsões internas são tumultuosas podem tender a serem expulsas, partilhadas, repetidas. A ver se perdem algum do seu significado. Com essa perda há esperança de arrastar alguma ansiedade. Às vezes resulta. Comigo pelo menos.
Assim volto à rota a que me proponho neste espaço - a música.

Mark McGuire - Get Lost (Mego)
Mark McGuire é o guitarrista dos Emeralds.
Pela Mego foi editado no início do ano o grandioso "A Young Person`s Guide to Mark McGuire". Este album reunia temas de trabalhos anteriores.
Este "Get Lost" surge num espaço temporal mais condensado. Todavia o álbum abre a porta para espaços abertos, um extensão do pensamento ou um suporte para pensar (pensar em qualquer coisa, não é preciso uma actividade intelectualmente complexa :). A base é a guitarra em modo "drone", efeitos sem "beat" e a espaços algumas palavras são sussurradas.
A experiência.

JP

quarta-feira, novembro 16, 2011

Deus, Pátria e Família

Dentro da mesma empresa posso ter uma seguradora, um banco e uma agência de notação. Compro um produto A, um produto A bom, vendi muito para lá e os meus amigos também venderam. Ups, o produto A deixou de me dar as garantias de um pagamento regrado, parcelar e com juros chorudos. Kaos, lama, lodo, lixo, lixo menos, cloaca, aterro a céu aberto. Não quero esse produto A, acho que não me vai pagar como eu quero e como eu quero. Mas espera, tive uma ideia vou criar um seguro para o caso de ele não me pagar (claro que esse seguro não tem a mínima cobertura, mas ninguém regula por isso é na boa) e vou mostrar aos meus amigos. Vejam, vejam, tenho aqui outro produto B bom. O primeiro A não presta, não paga, não quero, acreditem que não vai pagar, vejam que não vai pagar, vejam com não pagou, foi chulado (ai desculpem, foi resgatado), viram eu disse-vos que aquilo não prestava, era cloaca menos. Mas este seguro B para não pagamentos é mesmo bom porque quanto menos possibilidade o produto A tem de pagar mais podem investir no produto B. Este produto B é bom, B de bom. O produto B serve também para produtos A chulados (ninguém regulada um caneco, eh eh eh). Olhem o produto B, bom a subir, olhem, olhem, invistam, invistam, eia dinheiro, kaos, regalo. Agora comprem e vendam, ta a subir, vendam, vendam, rendam, rendam (eia ninguém regula um pirilau, eh eh eh). Ups, acho que o produto A está mesmo doente, prekariatt, azalariatt, fome au proletarriatt. Não há problema - golpe de estado - amigo technokratt aun governatt. Comprem, comprem, vendam, vendam...

Queria falar do maravilhoso Mark McGuire- Get Lost, mas acabei na toilette porque ando muito preokupatt.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Isaac "Redd" Holt Unlimited - Takers

TINARIWEN- TASSILI (2011
Num planeta insignificante (V2E003), uns seres insignificantes (os humanóides)exploravam seres da mesma espécie, submetendo os pobres coitados a pura escravatura. Ao mesmo tempo uns humanóides de gravata tinham uma reunião e utilizavam uns termos complicados como "globalização" e "profit" - termos que ainda hoje não percebi - mas nunca se referiam aos pobres explorados, era como a exploração tivesse sido banalizada e globalmente aceite. Estes humanóides eram tão egoístas que utilizavam todos os recursos que o insignificante V2E003 podia oferecer, depois andavam à porrada por causa de coisas como petróleo, religião ou pedaços de terra. Seres estranhos devo confessar. Não fiques desesperado caro amigo, tentarei ser breve. Os humanóides eram muito heterogéneos e havia-os de fundo bom. Mas olha isto. Havia uns humanóides que aproveitavam o "profit" e o punham à disposição de todos. Outros humanóides compravam e vendiam todos contentes, havia umas cotações que subiam e desciam, ninguém regulava nada e estes seres criavam produtos que de facto não existiam, mais uma vez davam-lhes nomes peculiares como "derivatives", "credit default swaps" ou "short selling", basicamente serviam para cotar tudo naqueles leilões, até os seguros contra falência, já estás a ver... Como a máquina não tinha regras havia especulação da brava e os humanóides (como confundiam egoísmo com inteligência) começaram a tornar ideias em potencial de investimento. Basicamente, vendiam a ideia que um produto era bom para os outros. Imagina só, caro amigo, faziam isso até com pedaços de terra ao qual chamavam países. Como os povos oprimidos e explorados, também havia países explorados. Eles faziam com que os países ficassem sem dinheiro e depois emprestavam com juros e altos! Imagina que havia países que aceitavam tudo o que lhes impunham, alguns diziam que tinham de dar credibilidade aos "mercados" (outro termo estranho que depois percebi ser igual a grandes bancos) e exploravam os humanóides mais pobres até eles ficarem todos "pobres explorados" (como lhes chamei acima). Estas medidas levavam sempre à pobreza e caos nos países pobres, mas eles insistiam que tinha de ser. Ao mesmo tempo os ricos tiravam ainda mais dinheiro dos países pobres e metiam-nos nuns bancos ainda mais desregulados e com menos taxas aos quais chamavam "paraísos fiscais". Bem nem dá para acreditar nisto, pois não? Claro que os pobres se revoltaram e depois uns malucos construíram uma bomba gigante e rebentaram com tudo, imagina só, que foi por causa de uma coisa a que fanaticamente chamavam religião. Poucos humanóides sobreviveram, estes foram depois destruídos pelo asteróide F09451.
Depois faço-te o relatório completo. Isto é só para teres uma ideia da balbúrdia que aqui havia. Agora da minha nave vejo como planeta ainda é bonito. Tem muita água e levo-te algumas células que penso que irão ficar cada vez mais complexas.
Espero chegar depressa ao centro do universo - o planeta terra e encontrar os restantes humanos. Tenho muitas saudades vossas.
Olha trouxe um disco, de uns bons humanóides que fugiam daquela confusão e gravavam no deserto. É um grande, grande disco!

sábado, novembro 05, 2011

We Are The 99%

DOUG HREAM BLUN, ASCAP - GENTLE PERSUASION (SR)
O que é isto?
O que-quer-que-seja foi gravado em casa do Doug (?) que convidou um pessoal da escola para tocar umas malhas groovy. O Doug cantava suavemente tipo rap erótico e metia umas guitarradas por baixo. A malta da escola olhava para o Doug com admiração embora na maior parte do tempo olhassem para o chão. Curtiram muito e fizeram música brilhante-sundance!
Comparações a Ariel Pink é para esquecer. Estes eram os freaks-for real!
Os outros - os desajustados jantaram esta semana. Eram 20 e assistiram a um jogo no Olimpo. Não foi nada bonito.
O Doug ainda toca na California.
Wild style your smile
:)

terça-feira, novembro 01, 2011

War on Drugs

GARY HIGGINS - A DREAM A WHILE BACK (Drag City, 2011)
Álbum submerso em ácido. Na recuperação da Drag City, um conjunto de grandes canções (psych-folk?) até agora perdidas em 1970-71, criadas por um talentoso compositor que tirava da alma os acordes e cantava ao acordar - não sabemos se é dor, se é ressaca, álcool, outras drogas ou tudo junto. Vamos com ele, para onde ele nos levar (todos vamos a sítios diferentes). Só voltamos a respirar quando chega Oxygen. Ainda há disso e todos precisamos.

Out of Tune

Once in a while...

REAL ESTATE-DAYS (Domino, 2011)
Começando em San Diego downtown, de bicicleta, subimos em direcção ao mar, apanhamos Sunset Cliffs e ao longo da costa até Ocean Beach. As pessoas estão na varanda a beber ou apenas a apanhar sol (as casas de madeira alinhadas:), umas quando saem do trabalho, outras trabalham sem horário, outras não trabalham. Há concertos na praia, skaters e surfistas. Continuamos para Mission Beach até La Jolla. Aí tomamos banho com os leões marinhos. Só mordem se tivermos peixe na mão.
O imaginário e a via mais directa de lá chegar - o novo álbum dos Real Estate. Pode ser leve, passageiro, mas faz-nos lembrar que não precisamos de ser robots, trabalhar até à exaustão, passar ao lado da vida, para depois não haver reconhecimento, nem dinheiro - que parece ter substituído tudo (até a dignidade) - assim aceitamos o que nos dizem, comemos a inevitabilidade (como se não houvesse outro prato:/), contiuamos a ser robots, a máquina emperra mas demora a partir. No fim queixamo-nos e fazemos competição a ver quem é o mais desgraçado. What`s the point?

sábado, fevereiro 26, 2011

Nada A Perder



Desculpem a intermitência...

PROZAC_MIX_BLIND_JOE_DEATH (ZShare)

PROZAC_MIX_BLIND_JOE_DEATH (SoundCloud)

> gala drop- drop
> tortoise- djed
> oneothrix point never- describing bodies
> oneothrix point never- ouroboros
> phantom band- rolling
> gastr del sol- dry bones in the valley (i saw the light come shining ´round and ´round)
> talk talk- ascension day
> style council- our favourite shop
> barbara morgenstern- ein versuch
> depeche mode- leave in silence

JP*

terça-feira, setembro 28, 2010

As Naus

Ora Tágides fugiram,
Oh acalmia que desapareceu,
De tempos em tempos,
Defenestra-se o Eu.

Nova mixtape. Sem promessas de regularidade. É apenas uma janela :)



PROZAC_MIX_KING_OF_THE_BEACH (ZShare)

Playlist:
>helen- Zanzibar (afro mix)
>kindness- swinging party
>mandre- light years
>dubtribe soundsystem- do it now
>dj nature-everyone
>i love you (justin vandervolgen edit)
>munk- la musica (tiago rmx)
>tiago- motorcycles (neville watson rmx)
>voyage- I love you dancer
>jackson 5-dancing machine (henrik Schwarz edit)
>clout- sunshine baby
>gene clark- winter in
>boxing joe- resonance

Enjoy*

JP

quinta-feira, abril 01, 2010

Plesetsk



Dark & Loud

PROZAC_MIX_COSMODROME (ZShare)

Playlist:
> pilooski-aaa
> sammy barbot-mexico (lovefingers edit)
> henrik schwarz-once again (kuniyuki instrumental)
> al usher-lullabye for robert (prins thomas rmx)
> rick poppa howard-I won`t lay back
> scott hardkiss-come on, come on (morgan geist rmx)
> mr.fingers-stars
> detachments-h.a.l (andrew weatherall rmx)
> martin buttrich-l2
> oni ayhun-oar 003b

JP*

quarta-feira, março 17, 2010

Hajm-E Khaali



Desert acid.

PROZAC_MIX_LORD_IS_GOOD (ZShare)

Playlist:
> group bombino- imuhar
> rail band- badialame
> gospel conforters- yes god is real
> distortions pop- shut up
> peter green- slabo day
> ellison- strawberry rain
> lee dorsey- get out of my life, woman
> barbara mason- darling come back home
> christine perfect- close to me
> moondog- bird´s lament
> jim o`rourke- ghost ship in a storm
> john martyn- head & heart
> famous scrubs- poor freetown boy
> slight delay- cigana
> kamuran akkor- ikimiz bir fidaniz (baris k edit)
> rev. i.b. ware with wife and son- you better quit drinking shine

JP*

Inerane

GROUP BOMBINO- GUITARS FROM AGADEZ VOL.2 (Sublime Frequencies, 2007)
Grupo liderado por Oumara AlMoctar- ne` Bombino, nascido em 1981, mantém vivo o espirito de guitarra Tuareg. Segundo reza a história cresceu a ouvir Ali Farka Touré, moldando o seu estilo ao ácido do deserto, bem mais puro.
Quando há ideias e pessoas com vontade de construir, ultrapassa-se com relativa facilidade questões que para um comum residente no planeta terra parecem cruciais: o dinheiro, neste caso a falta dele. Quando assim é encontra-se força no grupo, energia vital, emprestam-se instrumentos e sistemas de som, muitas vezes na reserva das suas possibilidades, não importa. É assim a "cena" de Agadez, isolado do resto de Niger por terrenos minados! Há uma única estrada, reservada a militares, os conflitos são frequentes.
No fim de contas pedem autonomia, dignidade e respeito (we all do...)

JP*

quarta-feira, março 10, 2010

Sunshine In My Heart

SPACE ODDITIES VOL.2- A PSYCHADELIC JOURNEY THROUGH LIBRARIES (Permanent Vacation, 2009)
Alexis Le-Tan e Jess compilam um álbum coerente e de impressionante beleza. Groove lento, narcótico e quase paradoxalmente euforizante, potenciando tudo o que há de opióides naturais e seus receptores, uns mais tranquilizantes, produzindo um bem estar geral quase extasiante. Ou então absoluto delírio que me faz escrever tamanhas barbaridades. Não há disforia descrita.
Aqui reunidas verdadeiras pérolas de produções esquecidas de editoras como a KPM, Telemusic, Crea, Sonimage, Cardium, etc. Muito material Francês e Italiano, híbridos, fusões logicamente sequenciadas. E, quando há uma voz que nos fala ao ouvido a cabeça sai definitivamente daqui ("can you dig it mister?"), não há regresso possível.
Endless Flight :)

JP*

terça-feira, março 02, 2010

Are We Machines

BEAVER & KRAUSE- IN A WILD SANCTUARY (1970, Collector`s Choice Music)
Pioneiros na música electrónica, introduzindo sintetizadores em alguns temas dos "Doors" e "Byrds", por exemplo.
Quando decidiram produzir em nome próprio, abriram um vasto leque de possibilidades para o sintetizador Moog, incluindo jazz, blues, rock, drone, ambiente... talvez criando algumas destas vertentes- "expandindo os paradigmas da música" como os próprios dizem.
Neste álbum foram usados sons do Zoo de São Francisco, pássaros, carros e Bach. Ainda percussão assombrosa a cargo de Milt Holland, sopros por Bud Shank, Hammond nas mãos de Dave Grusin e guitarra Jazz por Howard Roberts.
Não é actual, é intemporal!

JP*

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Endless Flight



Torpor.

PROZAC_MIX_FUTURE_DAYS (ZShare)

Playlist:
> can- future days
> beaver & krause- another part of time
> faust- jennifer
> henri texier- amir
> serge gainsbourg- melody
> david crosby- cowboy movie
> cluster- rosa
> alice coltrane- journey in satchidananda
> sensational saints- how great thou art
> amon düül 2- cerberus
> west coast pop art experimental band- i wont hurt you
> ali farka touré & toumani diabate- kala djula
> john fahey- remember

JP*

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Opiate

THOMAS FEINER & ANYWHEN- THE OPIATES REVISED (Samadhi Sound, 2008)
Recomendação de David Sylvian.
Após longo período no estúdio a banda "Anywhen" terá abandonado Feiner em Gotemburgo com um álbum incompleto, que demorou mais dois anos a acabar. Valeu a pena!
Disco de impacto lento, mas tremendo. Ambiente negro, de arranjos simples, envolventes, permitindo espaço e sentimento à voz de Thomas Feiner.
Podíamos falar de "Blemish" do próprio Sylvian, alguns momentos de Nick Cave ou Scott Walker, mas o que aqui se passa é tão único e emocionante, que não nos chegam simples comparações.
Um clássico de sempre, algo perdido nesta década.
Tem o seu lugar cativo nos nossos corações e como diz o grande Gil Scott-Heron "the revolution will not be televised".

JP*

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Private Suite

Mixtape. Viagem por estados de espírito.



PROZAC_MIX_PRIVATE_SUITE (ZShare)

Playlist:
> soft rocks- leave your earth behind (roots unit rmx)
> aliens- sunlamp show (disco bloodbath rmx)
> lullabies in the dark- code 718
> discodeine- invert (parce que edit)
> m- pop music (todd terje rmx)
> findlay brown feat. stallions- stallions suite
> petalouda- what you can do in your life
> d.r.hooker- forge your own chains
> yegelle tezeta
> john martyn- bless the weather
> isaac johnson- nitsi koko ko ko

JP*

sábado, janeiro 02, 2010

Stallions Suite

Lovefingers tem- me como fã e admirador incondicional. Se é possível, ainda mais com estes 2 sets magistrais no BIS.
Espero vê- lo (ou com Lee Douglas) num futuro breve...
Além disso já me fez gastar demasiado dinheiro em discos :)

FORGE YOUR OWN CHAINS: HEAVY PSYCHADELIC BALLADS & DIRGES 1968- 1974 (Now Again, 2009)
Tanta coisa incrível que foi feita, tanta poeira na cara, fumo no ar, alterações da consciência e estados de alma induzidos não necessariamente por químicos externos, mas essencialmente por químicos internos potenciados pela música- nada mais que um estímulo externo sem impurezas.
O prazer é tão grande que nos perguntamos o que seríamos sem isto! A verdade é que até há pouco não tinhamos e alguma coisa éramos. Obviamente são apenas estados de alma induzidos :)
Apresentação incrível, em cartão (como é bom costume), com informação detalhada de cada banda e contextualização do tema.
Dr. Hooker dá tema título e ainda podemos viajar à Coreia do Sul com 'Shin Jung Hyn & The Men feat. Janh Hyun's Twilight', ou ao Irão com Kourosh Yaghmaei's 'Hajm-E Khaali'.
Um must!

JP*